Análise: “Child of Eden”
By: Baixaki jogos
Infinitos objetos voando em sua direção enquanto você tenta impedir que eles o atinjam.
falando assim pode parecer um shooter genérico, mais Child of Eden esta longe de ser apenas mais um jogo de tiro.
Com uma proposta ousada o game inova ao trazer elementos tradicionais do gênero, como no clássico asteroides, com recursos totalmente diferentes daqueles que estamos acostumados a ver nos consoles. Isso porque o titulo reinventa a forma de utilizar luz e sons, e nos oferece uma enorme obra de arte. Uma experiência envolvente e divertida.
Como se não bastasse todas essas sensações são ampliadas pelo uso do kinect , que torna a jornada pelo Eden ainda mais “intensiva”
Na tentativa de recuperar a consciência virtual da personagem Lumi, embarcamos em uma viagem psicodélica e ao mesmo tempo tocante por um universo em que palavras são desnecessária para contar uma boa estória
PONTOS POSITIVOS
Como apresentado antes de seu lançamento, o grande destaque de Child of Eden esta em seu aspecto visual. E não é para menos, afinal o game inteiro gira em torno de um mundo virtual em que nada é estático trazendo um show de cores em constante mutação na tela. Além disso as próprias fazes criam espetáculo únicos a medida que você avança. Cada nível possui uma arte diferenciada e uma temática desde a evolução dos seres à criação de maquinas.
são infinitos objetos surgindo e se transformando que faz com que cada momento seja único, mais não é apenas na visão que o mundo de Eden se baseia.
Toda produção gira em torno da experiência sensorial do jogador, isso significa que o áudio também tem grande importância para a atmosfera criada pois tanto no musical como nos efeitos sonoros interagem naquilo que o mundo digital apresenta.
Seus movimentos interferem na forma com que a musica e os sons gerados ao derrotar inimigos ajudam a compor uma canção diferente a cada momento. No entanto, nenhum desses recursos faria sentido se não houvesse uma razão para existir. E é onde Child of Eden novamente se destaca.
tanto as imagem quanto as musicas são criações de Lumi, uma jovem que nasceu em uma estação espacial e sonhava em conhecer a terra, como ela é recriada virtualmente após sua morte, tudo que encontramos em Eden faz parte do seu subconsciente. O que torna a viagem ainda mais sensível.
O jogo não seria o mesmo se não fosse o kinect o grande diferencial de toda a experiência.
Se todos os elementos criam um universo envolvente, é a partir do periférico do x-box360 que nós mergulhamos fundo nesse mundo.
Para quem tinha medo do desempenho do acessório eis uma boa noticia. O aparelho é preciso e substitui muito bem o joystick tradicional que também pode ser utilizado. Embora sem o mesmo charme, tempo de resposta do kinect permite que a troca de armas seja feita instantaneamente apenas com a mudança da posição dos braços.
Como cada mão representa um tipo de ataque, a precisão se torna muito mais efetiva. Só se prepare para as dores mais tarde.
PONTOS NEGATIVOS
O cansaço nos braços incomoda mais o maior ponto negativo de Child of Eden é sem duvidas , sua curta duração. São apenas 5 fases para que possamos salvar o projeto Lumi do ataque de vírus, embora a desenvolvedora tenha criado formas de ampliar o tempo de jogo com desafios extras, é impossível deixar de afirmar que a breve campanha desanima.
Para compensar esse problema e estender a jogatina o estúdio optou pelo caminho mais fácil e irritante, eliminando os checkpoints.
Como não existem pontos de retorno nas fases, fracassar significa ter de voltar ao inicio e repetir os mesmos desafios ainda eu a viagem seja sempre prazerosa, e frustrante refazer o mesmo trajeto varias vezes por conta de um erro ou outro.
VALE A PENA ?
Se o kinect sofre com a falta de grandes títulos, Child of Eden surge não somente para solucionar este problema mais também para demonstrar que um gênero tão antigo quanto os shooters ainda tem muito a nos apresentar.
Com um enredo simples e envolvente os criadores do game dão vida a um novo universo baseando-se somente nas experiências visuais e auditivas, aproveitando tudo aquilo que os consoles da nova geração são capazes de fazer.
O jogo pode ser chamado de estranho, psicodélico e ate mesmo de alucinógeno, mais a verdadeira palavra que define o mundo de Lumi e esta, Genial !
Ele é de longe o melhor game para o Kinect ate o momento. Com uma boa dose de inovação, ele é ideal para você tirar a poeira do acessório e entender o motivo pelo qual o vídeo game também pode ser uma forma de arte. (texto: Durval Ramos Junior)




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